terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Impacto


Caminhaste o corredor, e ali me deixaste. Com as lágrimas no rosto chorei o teu nome, e tu nem para trás olhaste.
A perfeição desvanece-se enquanto te vejo a desaparecer na escuridão, fico ali eu e as minhas lágrimas. Olho de soslaio o fundo do poço, e num impulso atiro-me para a imensidão.
Voo, sinto o meu corpo embater o chão com um impacto seco que me quebra os ossos. As lágrimas continuam, e eu ali fico até que a morte me leve.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Discotecamente só



Já pensaste que talvez as pessoas sintam?
Já pensaste que talvez as estejas a magoar?
Já pensaste na possibilidade de algumas delas amarem?

Pois, e o pior de tudo é que fui uma delas que se deixou navegar no teu reboliço de manhas, e agora? Estou na merda, é o que é, porque tu nem reparas que existo.
É cómico pensar no ridículo que foi, eu alguma vez ter acreditado que tudo era perfeito.
Maior erro cometido, o silêncio do consentimento que me fez provar o dissabor do teu corpo egocêntrico.
A tua mão amuada contra o meu peito, aquecia-me, e agora tenho a frieza da tua distância que me dilacera ao saber que só o teu corpo é que está ao meu lado.
A música subia alto, e eu sorria porque pensava que ali ficarias.

A pista está vazia, as luzes dançam, e eu ali estou a um canto a derramar-te do meu olhar.