segunda-feira, 21 de abril de 2008

Fogueira

Uma luz dançante,
Como algo miranbolante,
Que gira em seu torno
Lá na ponta do "corno".

Vira que gira,
Gira que vira!
Para lá do que é-
Até que bate com o pé.

O calor passeando
Na face da face,
Lá vai brincando
Tentando o trespasse.

Estou pronto, é agora
Possuído, soltando um grito!
Descobri que é lá que mora
Um medo que vi outrora.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Estagnatividade

Penso que não vai haver futuro, que neste momento é isto, só isto e nada mais será! Penso que me torno num ser inútil e sem rumo, que jamais atingirá algo mais.
Vejo que vou estagnar e nada mais virá, e o sonho jamais passará disso, de um mero e puro sonho.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Tempo voa...

Já olhaste à tua volta, e viste o quanto tudo mudou? Era tão bom, tudo naquela altura, era perfeito, sem dúvida perfeito. Aquela alegre e louca correria sem qualquer preocupação, sem ter noção do quanto tudo iria mudar. Pois, assim foi, o tempo passou e tudo mudou, o mundo virou do avesso de um momento para o outro, e a vida continuou.
Tu foste para não sei para onde, e jamais teremos as longas conversas juntos, e as brincadeiras inocentes, em frente ao ecrã de televisão.
Era suposto termo-nos mantido todos juntos, assim como uma grande família. Mas a família, tal como todas as outras, chegou a uma altura em que se separou...
Com saudades daqueles dias quentes só com vocês, sabem?

terça-feira, 8 de abril de 2008

O meu anjo

O meu anjo, é diferente de todos os outros, o meu anjo existe e fala. O meu anjo caminha na terra. O meu anjo sabe dizer a palavra certa em cada momento. O meu anjo voa só com o próprio pensamento. O meu anjo compreende-me. O meu anjo sabe dar-me a mão quando caio. O meu anjo abraça-me quando choro. O meu anjo é divertido. O meu anjo diz-me não. O meu anjo...
O meu anjo...
O meu anjo é meu e só meu...

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Miserável


Os dias passam devagar, lentamente, e tudo parece muito bonito e alegre... Até que eles aparecem, e vemos o que já não víamos nem sentíamos há muito tempo. A típica indigestão, as tonturas, o olhar turvo... e sentimo-nos miseráveis e sem rumo.
Descemos por momentos ao mundo deles, ao mundo que privamos aos nossos olhos e achamos injusto.
Será correcto? Será bom sentirmos o nosso espaço a ser invadido com um mero olhar, uma simples fala?
Necessidade de dizer basta, mas sem a coragem para tal...