
Enquanto as notas vão esvoaçando desse piano, cada palavra vai surgindo da melodia que é a vida.
Vamos então caminhando por essa canção, escrevinhando e desenhando e encontrando o nosso ritmo, ritmo esse que nos faz viver e faz correr o sangue das nossas veias, louca e intensamente.
Então nós abrandamos, inspiramos, expiramos, e seguimos agora o caminho com mais calma, os obstáculos estão no nosso caminho, mas nós temos de os ultrapassar, há que vingar nesta vida que é nossa.
Amigos vêm, amigos vão. E nós ali ficamos, de pé, com as lágrimas a correr, a olhar o horizonte enquanto eles partem, sem nos acenar, sem um único adeus. Simplesmente abandonaram-nos, e não conseguimos reagir, nem sequer sabemos como reagir. Eram todo o nosso apoio, eram a nossa a vida. E agora? Vamos ter de continuar sem eles? Isso é possível?
Decidimos então dar mais um passo, mas os pés pesam imenso, o chão é como que se desvanecesse da nossa vista, e deixamo-nos cair na pedra dura e fria, à espera que um dia eles voltem, e nos ajudem.
E se voltarem, já estaremos mortos...

